Filhotes são especialmente suscetíveis a essa doença grave.
A parvovirose canina, ou simplesmente “parvo”, é uma doença grave, altamente contagiosa, de evolução rápida e que atinge especialmente os filhotes, embora animais adultos também possam adoecer. Ela é transmitida pelo parvovírus canino.
Contágio
A transmissão da doença ocorre principalmente quando um cão doente expele as fezes no ambiente. O contágio através de pessoas, que ao entrarem em contato com animais doentes carregam o vírus nos sapatos e roupas para dentro de casa, ou através de objetos como comedouros e brinquedos, também pode ocorrer. O vírus é bastante resistente aos desinfetantes comuns e recomenda-se que outros cães não habitem o espaço durante 6 meses. Neste período, o local deve ser higienizado regularmente com água sanitária.
Sintomas
Os sintomas, em geral, aparecem cerca de 5 dias depois da contaminação, mas podem surgir até 15 dias depois, em alguns casos. Eles incluem febre, vômito, perda de peso, letargia, desidratação. A diarreia profusa, com sangue e odor forte característico, porém, é um dos sintomas mais clássicos da parvovirose. A evolução da doença costuma ser rápida, debilitando bastante o animal.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e também laboratorial. Como a parvovirose é causada por um vírus, o tratamento é apenas de suporte e inclui hidratação, que pode ser venosa, controle do vômito, diarreia e febre, além de aporte nutricional. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhor. Entretanto, o prognóstico da doença é bastante reservado e muitos animais acabam morrendo.
Como evitar?
A vacinação é a melhor forma de evitar a parvovirose. Por isso, os filhotes não devem passear antes do fim do 1º ciclo da vacina, que ocorre com 87 dias de vida, após a 3ª dose. Eles também não devem ter contato com outros cães ou objetos de origem desconhecida. Raças como os Rotweillers e Dobermanns possuem maior sensibilidade à ação do parvovírus canino e merecem especial atenção.
Protocolo de vacinação dos filhotes
A vacina do tipo V10 imuniza o cãozinho contra várias doenças sérias, inclusive a parvovirose. O protocolo de vacinação da infância deve ser feito somente por veterinários e sempre observando a origem e conservação correta da vacina.
- 45 dias de vida: 1ª dose da V10.
- 66 dias de vida (21 dias após a 1ª dose da V10): 2ª dose da V10.
- 87 dias de vida (21 dias após a 2ª dose da V10): 3ª e última dose da V10 e 1ª dose da vacina contra a Giardíase.
- 108 dias de vida (21 dias após a 1ª dose da vacina contra a Giardíase): 2ª e última dose da vacina contra a Giardíase e 1ª dose da vacina antirrábica.
- 129 dias de vida (21 dias após a 2ª e última dose da vacina contra a Giardíase): 2ª e última dose da vacina antirrábica e dose única da vacina contra a Traqueobronquite infecciosa canina (Tosse dos Canis).
Após a imunização básica, os cães devem receber uma dose única anual dessas mesmas vacinas.

