O que é displasia coxofemoral?

Falaremos sobre a displasia em cães e por ser um assunto que merece um pouco mais de informação dividiremos em quatro posts pra não ficar cansativo pra você, dessa forma abordaremos:

1- O que é displasia coxofemoral em cães?

2- Como diagnosticar e tratar?

3- Quais os sintomas?

4- Como a Puppy Boom pode ajudar e como prevenir meu cachorro de ter displasia coxofemoral? 

Displasia coxofemoral em cães

No Brasil tivemos um retrato muito assustador há alguns anos atrás de displasia coxofemoral com a chegada de cães importados, alguns dizem que a Alemanha mandava todos os Rottweilers e Pastores Alemães displásicos para o Brasil, quando bons criadores tentavam melhorar sua linhagem de cães de raça, fazendo importações. E estes criadores estrangeiros agiam de má fé, justamente para se livrarem destes exemplares, com isto tivemos algumas décadas em que este problema ficou absurdamente crítico no país, outra raça com grande incidência de casos diagnosticados com displasia coxofemoral foi a raça Retriever do Labrador.

Mas com a intervenção de bons criadores aqui no Brasil, hoje temos conseguido eliminar uma quantidade significativa deste problema que acomete cães de todas as raças, sexo ou idade.

A displasia coxofemoral é uma das doenças ósseas mais comuns em cães e afeta milhões de cachorros em todo o mundo. Conforme a doença progride, as articulações do quadril do cachorro começam a degenerar, causando aumento da dor e problemas de mobilidade para o cachorro. Se a displasia não for diagnosticada e tratada, o cachorro afetado por este problema, acabará incapacitado de locomover-se com suas patas traseiras além é claro de sofrer dores bem desagradáveis.  No entanto, a grande maioria dos cães com displasia da anca podem levar uma vida plena e ativa, principalmente se a doença for diagnosticada precocemente e o tratamento adequado for administrado e mantido provavelmente para o resto de sua vida.

O que é Displasia Coxo-femural (Coxofemural)cachorrodeitadoblogI

A displasia coxofemural em cães (DCF) se trata de uma alteração da conexão entre a cabeça do fêmur e o acetábulo (estrutura que liga a pélvis ao fêmur).

Sua transmissão é hereditária, recessiva, intermitente e poligênica, ou seja, pode ter vários genes que contribuem para essa alteração. Em associação à hereditariedade, a nutrição, fatores biomecânicos e ambiente que o animal se encontra podem piorar a condição da displasia. O ambiente a qual me refiro pode ser, por exemplo, o tipo de piso, quanto mais liso o piso, maiores são as chances de o cão escorregar, sofrer um acidente, uma luxação, agravando, assim, o problema.

Não pense que a displasia coxofemoral atinge apenas cães de grande porte, é mais comum entre eles devido ao grande peso em suas articulações e o crescimento acelerado, mas a displasia coxofemoral atinge também os cães de médio e pequeno porte.

Displasia coxofemoral em cães poderá ser causada por um número de fatores genéticos e ambientais

Alguns cães podem nascer com displasia coxofemoral, como citado anteriormente, devido a uma predisposição genética herdada de seus pais, é um distúrbio complexo, com múltiplos genes envolvidos. Portanto, não é algo facilmente erradicado de uma raça ou linhagem particular, necessita de um trabalho rigoroso por parte dos criadores. Este trabalho de entrecruzamento envolve exames radiográficos detalhados dos exemplares machos e fêmeas de diversas gerações.

Os cães também podem desenvolver a doença nos últimos anos de suas vidas com o aparecimento de artrites, devido a degeneração das articulações, por esforço, peso, problemas de coluna e outros fatores, que acabam incapacitando o animal de andar com suas patas traseiras.

Os fatores ambientais também podem causar a displasia coxofemoral. Cães que engordam muito rápido, às vezes em fase de crescimento, alguns fatores nutricionais como excesso ou falta de nutrientes, problemas musculares na região lombar, lesões pélvicas ou lesões por esforços causados por movimentos repetitivos, excesso de exercícios físicos, principalmente, mas não limitado a animais mais jovens que ainda não completaram todo seu desenvolvimento físico. E até mesmo possíveis acidentes como um tombo de uma escada ou até mesmo algo aparentemente mais leve.

Cães são como crianças e devem ser acompanhados o mais de perto possível, principalmente na época de crescimento, mesmo um pequeno tombo sem importância deve sempre ser checado. Leve sempre seu cachorro ao veterinário, caso ele apresente qualquer dificuldade ao caminhar.

Os primeiros indícios de displasia coxofemoral geralmente poderão ser observados entre os quatro e seis meses de idade. No caso de displasia em filhotes de cachorros, ocorre uma frouxidão da articulação que se desenvolve durante o crescimento do cão.

Em os casos de displasia adquirida, ou seja, quando ela se apresenta após o período de crescimento do animal, geralmente a causa desta displasia será devido a uma forma de  artrite chamada osteoartrite o que faz com que a cartilagem das articulações comecem a se deteriorar. O início também pode ser devido ao extremo desgaste das articulações, este tipo de displasia é bastante comum em cães de trabalho, principalmente aqueles que são utilizados como cães farejadores, em resgates ou salvamento que costumam trabalhar em superfícies duras durante toda sua vida.

A displasia coxofemoral tem duas origens distintas:

Portanto, pelo que acabamos de analisar aqui, podemos afirmar que existem dois tipos de displasia coxofemoral, a displasia coxofemoral congênita e a displasia coxofemoral adquirida, então vamos entender melhor as principais diferenças entre elas:

Displasia Coxofemoral Congênita: quando o cachorro nasce com o problema e desenvolve os sintomas precocemente, esta displasia coxofemoral será observada a partir dos 4 meses até 1 ano de idade, sem histórico de trauma ou qualquer outro agravante.

Displasia Coxofemoral Adquirida: quando o cachorro desenvolve problemas nas patas traseiras devido algumas ocorrências, como traumas que levam a sub luxação ou luxação total da articulação, possíveis fatores ambientais, quando cães muito pesados convivem diariamente com um piso muito liso, onde força constantemente as articulações, assim como a obesidade e também o desgaste natural da articulação com o avanço da idade desenvolvendo quadros de artroses severas.

Fonte de pesquisa: tudosobrecachorro.com.br out/2014 e blogdocachorro.com.br jan/2014

Referências:
COUTO, N. Manual de Medicina Interna de Pequenos Animais. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
ROCHA, F. P. C. S., et al. Displasia Coxofemoral em Cães. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Garça, n.11, 2008.

 

 

 

 

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