Cães dorminhocos são saudáveis?
Essa dúvida persegue muitos donos de animais. A dica é ficar atento: o sono patológico, que acusa uma doença, sempre está associado a outros sintomas
O sono dos animais é diferente do sono dos humanos. Ao contrário de nós, que necessitamos dormir oito horas contínuas, os animais tiram várias sonecas ao longo do dia. Por isso, temos dificuldade de identificar a sonolência anormal das mascotes.
Mas é só preguiça? Vários fatores podem influenciar o sono dos cães. Geralmente, são bichos muito ligados à rotina dos donos. Por isso, cabe a estes estimular atividades para “espantar” o sono. Animais que ficam muito tempo sozinhos em casa também podem apresentar um comportamento mais apático. Nesse caso, a frustração do bicho tende a extravasar de duas formas: ou destrói objetos do lar ou fica ainda mais quietinho.
O sono patológico existe, sim, e está associado a muitos males, como hipotireoidismo, diabetes, doenças cardíacas e alterações neurológicas. Para fechar um diagnóstico, os veterinários levam em conta outras mudanças no comportamento animal, como perda de apetite, ganho de peso e surgimento de lesões na pele.
As baixas temperaturas do inverno são um convite irrecusável a passar as tardes cochilando debaixo das cobertas. Nesta época do ano, é comum que os animais diminuam a atividade física e fiquem mais preguiçosos. Mas é importante prestar atenção se essa preguiça toda não está acima do normal para seu cão.
Uma doença muito comum em cães, mas ainda pouco conhecida pelos donos de pets, é o
hipotireoidismo. O problema é causado por uma redução da atividade da tireoide, uma glândula que fica na região do pescoço, responsável pelo equilíbrio de todo o corpo.
O hipotireoidismo é mais frequente em animais entre 4 e 10 anos de idade. Raças como Golden Retriever, Setter Irlandês, Dobeman, Dogue Alemão, Pinscher, Boxer, Dachshund e Poodle são mais propensas, mas outras raças e suas misturas também podem ser acometidas pela doença.
Sintomas do hipotiroidismo e diagnóstico.
Geralmente, pets com hipotireoidismo ficam mais lentos, fracos e preguiçosos ao longo do dia. Ganham peso e podem sofrer de obesidade e suas complicações, como fadiga (cansaço exagerado), problemas cardíacos e oculares (lesões na córnea e a querato-conjuntivite seca – diminuição da produção de lágrima), problemas digestivos (prisão de ventre). Em fêmeas, podem aparecer alterações no ciclo do cio ou até infertilidade. No macho, é comum a perda da libido, diminuição do tamanho dos testiículos e hipertrofia das glândulas mamárias.
Os sintomas mais facilmente percebidos pelos donos são as alterações na pele e pelagem, como a falta de pelo nas laterais e na cauda (conhecido como cauda de rato), na barriga e no pescoço. Os pelos ficam secos, quebradiços e sem brilho. A pele adquire uma coloração enegrecida com escamas, seborréia e infecção cutânea. Otites também são recorrentes. Menos comum, mas bastante preocupantes, são os sintomas neurológicos, como as vestibulopatias (alterações no equilíbrio).
O diagnóstico do hipotireoidismo é confirmado em exames de sangue, por meio de testes para mensurar os níveis de hormônios tireoideanos (TSH,T3 e T4). O tratamento consiste na reposição hormonal feita com medicamentos específicos e a monitorização constante da família e do veterinário para uma vida saudável e feliz.
Este texto é informativo e queremos proporcionar informações que possam lhe ajudar, mas lembre-se que é sempre importante e imprescindível obter a orientação do médico veterinário!
Fonte: sitesuai.com.br (2014) e epoca.globo.com (Blog Fernanda Fragata 07/2014)
